As Vanguardas Europeias I – Impressionismo

A palavra “vanguarda” vem do francês avant-garde (termo militar que designa o pelotão que vai à frente). Desde o início do século 20, designa aqueles que, no campo das artes ou das ideias, está à frente de seu tempo.

Este é o primeiro post de uma série a respeito das vanguardas europeias.

1. Impressionismo

Pierre-Auguste Renoir, Baile no Moulin de la Galette (Bal du moulin de la Galette), Musée d'Orsay, 1876
Pierre-Auguste Renoir, Baile no Moulin de la Galette (Bal du moulin de la Galette), Musée d’Orsay, 1876

Onde? Paris, França
Quando? 1874
Quem? Claude Monet, Edgar Degas, Édouard Manet, Pierre-Auguste Renoir, Alfred Sisley, Paul Cézanne e Camille Pissarro Continue reading As Vanguardas Europeias I – Impressionismo

Máscaras – materiais e técnicas

Ontem postei um plano de aula com produção de máscaras teatrais usando papel machè (receita aqui). No fim do plano de aula mencionei duas outras técnicas para a produção de máscaras na sala de aula, a papietàge e a atadura gessada. Vou falar um pouco das duas aqui.

1. Papietàge

mascarabalao

Técnica simples, consiste em colar pedaços de papel em camadas sobre um suporte que lhes dê forma. Para as máscaras que produzo de forma mais profissional uso como suporte uma cabeça de manequim, mas para a sala de aula é interessante usar bolas de soprar ou, em alguns casos, o rosto dos próprios alunos (neste caso deve-se preparar a pele com óleo vegetal ou creme para o rosto antes de aplicar o papel). Continue reading Máscaras – materiais e técnicas

Ensinar exige compreender que a educação é uma forma de intervenção no mundo

educationDo ponto de vista dos interesses dominantes, não há dúvida de que a educação deve ser uma prática imobilizadora e ocultadora de verdades. Toda vez, porém, que a conjuntura o exige, a educação dominante é progressista pela metade. As forças dominantes  estimulam e materializam avanços técnicos compreendidos e, tanto quanto possível, realizados de maneira neutra. Seria demasiado ingênuo, até angelical de nossa parte, esperar que a bancada ruralista aceitasse quieta e concordante a discussão, nas escolas rurais e mesmo urbanas do país, da reforma agráária como projeto econômico, político e ético da maior importância para o próprio desenvolvimento nacional. Isso é tarefa para educadoras e educadores progressistas cumprir, dentro e fora das escolas. É tarefa para organizações não-governamentais, para sindicatos democráticos realizar. Já não é ingênuo esperar, porém, que o empresariado que se moderniza, progressista em face da truculência retrógrada dos ruralistas, se esvazia de humanismo quando da confrontação entre o interesses humanos e os de mercado. Continue reading Ensinar exige compreender que a educação é uma forma de intervenção no mundo

Cozinha da Pintura: Pigmentos e Corantes naturais

pigmentosA diferença fundamental entre pigmentos e corantes é que pigmentos não são solúveis, e corantes são. Os pigmentos, normalmente secos, em pó, também dão cobertura, opacidade e cor. Já os corantes, normalment líquidos, dão apenas o tingimento – mantendo transparência e deixando ver o objeto que está embaixo.

O pigmento é considerado a parte mais importante da tinta (sendo as outras o aglutinante e o solvente), pois é a parte da tinta que lhe confere cor, já que atua refletindo e absorvendo seletivamente determinados comprimentos de onda de luz.  Continue reading Cozinha da Pintura: Pigmentos e Corantes naturais

O Simbolismo das Cores na Arteterapia

Tanto quanto as imagens e as palavras, a cor pode desempenhar um papel importante na expressão de um significado. Artistas plásticos, assim como a publicidade, sempre usaram o recurso da cor para transmitir determinada mensagem ou elicitar certas sensações e sentimentos no observador/consumidor. É perceptível que produtos de limpeza privilegiam o uso do azul e do verde, enquanto alimentos – em particular cadeias de fast food – dão preferência ao vermelho. Da mesma forma, pintores em toda a história da arte usaram da cor como artifício para ambientar uma obra – é patente a diferença de sensação experimentada quando mudamos as cores em uma obra de arte (exemplo: As Oliveiras, de Van Gogh, abaixo).

Note como a sensação associada à imagem muda quando mudam-se as cores.
Note como a sensação associada à imagem muda quando mudam-se as cores.

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Materiais: modelagem na sala de aula

Existem muitas formas de trabalhar a modelagem na Sala de Artes, essas são apenas minhas favoritas.

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1. Argila

12054223Prós: simples, acessível, fácil de modelar, gostosa de mexer, privilegia concentração, já vem “pronta”, boa para todas as idades, boa para trabalhar com música ou com uso de vendas para cobrir os olhos, tátil.
Contras:  resseca as mãos, suja tudo (avental torna-se necessário, principalmente para crianças pequenas), peças finais frágeis, apenas uma cor, difícil de pintar (“chupa” a tinta). Continue reading Materiais: modelagem na sala de aula

Modernismo no Brasil – um resumo

1. Antecedentes da Semana de 22

Ritmo (torso) – Anita Malfatti
Ritmo (torso) – Anita Malfatti

Inspirada pelo que viu em sua viagem pela Europa e nos Estados Unidos, a pintora Anita Malfatti trouxe para o Brasil em 1916 caixas e mais caixas com a sua produção artística. Na época, seus quadros foram considerados feios, dantescos, pelos membros da sua família. No ano seguinte, durante a exposição de sua obra, recebeu a princípio críticas positivas, mas Monteiro Lobato, uma grande influência na época, escreveu uma crítica muito negativa a respeito de suas telas. Após essa crítica, a produção de Anita Malfatti nunca mais foi a mesma, mas mesmo assim seu papel foi crucial para o Modernismo no Brasil. Com as obras de Anita Malfatti, o pontapé inicial foi dado, e a arte brasileira alcançou outras alturas. Essa imagem, Ritmo (torso), teria sido o alvo principal da crítica contundente de Monteiro Lobato. Continue reading Modernismo no Brasil – um resumo

Cozinha da Pintura: Têmpera Ovo

Acredite se quiser, tem muito ovo nessa pintura.
Acredite se quiser, tem muito ovo nessa pintura.

Usada desde a Antiguidade por egípcios, gregos e romanos, e aperfeiçoada durante a Idade Média, a têmpera ovo é uma técnica muito boa para a sala de aula. Ela foi largamente utilizada pelos famosos pintores italianos do século XIV, principalmente em afrescos e placas de madeira preparados com nata de cal ou gesso cré (hoje em dia tinta látex branca é um bom substituto). A desvantagem da secagem rápida é que a gradação de tons é mais difícil, e por isso depois do século XV a têmpera ovo foi cada vez mais sendo substituída pela pintura a óleo nos grandes ateliês. Continue reading Cozinha da Pintura: Têmpera Ovo

Leitura visual

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Em nossa vida diária, estamos rodeados por imagens impostas pela mídia, vendendo produtos, idéias, conceitos, comportamentos, slogans políticos etc. Como resultado de nossa incapacidade de ler essas imagens, nós aprendemos por meio delas inconscientemente. A educação deveria prestar atenção ao discurso visual. Ensinar a gramática visual e sua sintaxe através da arte e tornar as crianças conscientes da produção humana de alta qualidade é uma forma de prepará-las para compreender e avaliar todo o tipo de imagem, conscientizando-as de que estão aprendendo com estas imagens. Continue reading Leitura visual